terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Um sítio, uma família querida, sombra e água fresca...


Depois de três coroas e Novo Hamburgo eu fui para Butiá, mais precisamente rumo à Ludovica. Um sítio, uma família querida, muita sombra e água fresca. O que mais eu queria? Não faltava nada! Foram dois dias de reconciliação, perdão e amizade sincera. Participo de um grupo de discipulado com o P. Sérgio Shaefer e alguns amigos de Faculdade. Amigos, irmãos. Ele é missionário da igreja evangélica luterana, que no auge dos seus 65 anos foi obrigado teoricamente a se aposentar. Sérgio Shaefer se aposentar? Conta outra! A energia e a vontade de edificar vidas para o reino de Deus é surreendente. Um cara que mudou o rumo de muita coisa na minha vida, um pai que eu sonhava e precisava em um período longo em terras distantes. Assim, vejo o quanto Deus foi e é generoso comigo...

Pessoal do Discipulado e a Família Shaefer

Fui lá pras bandas daquele pago (gíria gaúcha), uma emoção jamais explicável por alguém. Saímos de Porto Alegre, com alguns estress por atrasos e esperas num calor terrível, num lugar estranho. Ao entardecer tivemos o privilegio de ajudar no culto daquela comunidade de Butiá estabelecida a pouco tempo naquele lugar, com a graça de Deus sob o pastorado missionário do pastor local e sua esposa. Vejo os detalhes pequenininhos da grandeza da obra de Deus através de pessoas abençoadas como eles e tantos outros empenhados em sua obra. Sérgio disse uma vez que para a obra verdadeira e missionária de Deus, são uns poucos e loucos que topam entrar nessa.

Tocamos no culto e pegamos o rumo do Sítio dos Shaefer’s. É bom ter com quem conversar sobre coisas da vida e ter um momento de paz, já dizia Renato Russo... e não é que é mesmo? Não há coisa melhor do que andar a cavalo, tomar banho de rio, sentir aquele vento fresquinho bater no rosto, olhar para o horizonte longínquo, beber leite fresquinho, pão feito em casa com chimia de pera e também mel... Dar boas risadas, chorar também. Ter momento com aqueles que te fortalecem não tem preço. A noite de segunda feira sob um céu estrelado que dava gosto de ver, tive o privilégio de receber o envio desses amigos/irmãos para a viagem de intercambio, sabendo que nem oceanos, nem falta de internet fará com que nos afastemos nesta distancia louca de 1 ano.


Me despedi de Butiá e fui rumo a São Leopoldo. O que me esperava era: malas a serem feitas, algumas caixas a serem fechadas e claro, mais despedidas. Isso foi rápido. Alguns poucos dias, algumas poucas risadas e choros, despedi dos companheiros mais chegados de caminhada. Rumo a São Borja agora. Claro, com a rotineira corrida para jantar e pegar o ônibus. Lá me esperavam alguns familiares e minha irmã, com sua família. Fiquei lá, alguns dias e logo, comecei mais uma etapa de viagens, agora com minha irmã assumo o papel de babá e tia de duas crianças fofas que eu amo: meus sobrinhos. Esta parte eu gosto de dizer que: agradeço a minha irmã porque através dela tenho oportunidade de conhecer muitos lugares. E São Borja foi passagem rápida.

Nasci lá, me criei lá, mas fui embora de lá. Não digo que não gosto de estar lá, mas não tenho mais nexo com aquela cidade. Tudo mudou, tudo passou. Voltar e ver que não conheço ninguém as vezes é constrangedor, afinal, nasci lá. Me sinto até mais velha vendo as criancinhas da minha época de ensino médio com namorados ou na “balada”. Não tenho tantos amigos, mas um amor eterno que apesar das dificuldades e problemas continua firme: a igreja onde me batizei, me confirmei e vivi bons tempos de adolescência. Foi lá, que a sementinha brotou pela teologia e continua ainda pequena, mas crescendo.
Fomos para Porto União/SC. Minha irmã morava lá, porque seu marido trabalhava lá. Arrumamos a mudança, encaixotamos coisas e o caminhão da mudança levou tudo rumo ao Rio de Janeiro. E por isso eu digo e repito: obrigada maninha por proporcionar conhecer muitos lugares...
Roberta e Érica

E assim eu vou vivendo, vou caminhando e viajando.. Sempre na estrada, sempre distante.

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