sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Atrasado, mas a tempo...


“Senhoras e senhores dentro de instantes estaremos pousando no aeroporto de Santarém, tenham todos um bom natal...” Foi o que o comandante do voo disse ao preparar a aterrizagem em terras paraenses. Por fora eu mantive a classe e apenas um sorriso no canto da boca, mas por dentro um turbilhão de emoção e felicidade sem fim. Pela janelinha do avião avistávamos o rio Tapajós e Amazonas e claro a imensa floresta amazônica. Nunca pensei que sentiria emoção tão grande por essa cidade...
Tudo bem que ao sair do avião senti na pele que estava em Santarém pois o calor absurdo que estava fazendo fora do aeronave era de espantar. Saí com cheirinho de nuvem, direto num imenso mormaço santareno.
E então, depois de quase 2 anos sem ir para casa dos meus pais, eu estou de volta. Saímos dia 23 de dezembro do Rio de Janeiro rumo a Santarém (eu, minha irmã, meu cunhado e as duas crianças fofas dos meus sobrinhos). Viagem extremamente cansativa e longa,  mas valeu muito a pena chegar e ser recebida com abraços, lágrimas e uma torta deliciosa de limão (a minha preferida).  Depois de 7 horas de viagem e espera em aeroporto, não tem nada melhor como chegar em casa depois de tanto de tempo e ter o delicioso gosto da saudade saciado em pequenos e simples momentos.
Mas, nem tudo são flores... Família é algo complicado de definir:  quando longe sentimos saudade, quando perto queremos estar longe. Alguém entende? 
Família reunida Natal de 2011

Chego em casa e pareço turista que desconhece tudo. Não sei onde estão os talheres, os pratos, as toalhas, o sabonete. Pergunto toda hora o que posso e o que não posso; concordo em parte e discordo muito mais. O ritmo de casa já não me acompanha mais...nem eu o ritmo dela.
Santarém foi progredindo e junto o meu carinho por esta cidade ( o que eu nunca imaginei que teria). É aqui onde minha família escolheu morar; no inverno chuva e sol, no verão sol de 40 graus, com urubus ou sem urubus. Acho que já comentei algo da minha dificuldade de adaptação nesta região. Sempre é difícil aceitar que temos que mudar de cidade, as vezes de estado ou país. Deixamos amigos, a casa que crescemos e caímos quando estávamos aprendendo a andar de bicicleta. Deixamos lembranças, mas também levamos muito mais. Damos valor ao que antes não era percebido e partimos rumo ao desconhecido. Vamos nos dando conta que crescemos, não em estatura física mas racional e espiritual. Eu me questionava se teria amigos, se seria feliz e na época que nos mudamos para Santarém não valorizei o que meus pais fizeram: arriscaram tudo e saíram de um “porto seguro” rumo ao: desconhecido, à busca por algo melhor pra mim e para eles. Nós passamos dificuldades. Mas, que graça tem tudo que é de graça? Aprendi com o tempo que Deus nos cuida, e não nos dá fardo mais pesado que não possamos carregar; Deus esta conosco dando o suporte e a força necessária para prosseguir.  Tudo aquilo que passamos, entre choros, dores, tristeza e sofrimentos hoje tem um gosto diferente.

E como Deus é maravilhoso! Digo e repito muito isso. Tudo acontece no tempo dEle e isso me faz prosseguir. Não sei como seria se não viéssemos para Santarém, se eu não aprendesse com as despedidas da terra natal (São Borja) e saísse da barra da saia de minha mãe. Será que arriscaria tudo de novo para ir morar sozinha em São Leopoldo/RS? Essa mudança para Santarém não só trouxe uma vida melhor (que não teríamos se ficássemos em São Borja) como também foi um processo (constante ainda) de mudanças em mim e na minha família.
Roberta, Juliano e Érica (irmãos)

O que mais dizer? “Essa família é muito unida (e engraçada) e também muito ouriçada. Brigam por qualquer razão” as vezes nem pedem perdão e que constantemente estão aprendendo a conviver com as diferenças de personalidades existentes entre eles.
Escrevo isso hoje daqui da casa dos meus pais, com um ventilador grudado em mim, suando feito bicho (eu sei que isso não foi delicado) mas com um sorriso no rosto por simplesmente poder estar escrevendo isso com tranquilidade e felicidade, porque por mais que a vida lhe traga dificuldades, tristezas e inseguranças, podemos vencê-las reconhecendo que Deus tem um processo muito grande nisso.

“Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente (para sempre); nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele.” [Eclesiastes 3.14]

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O mundo é maior que teu quarto...



Sabe aquelas perguntas de apresentações? Tipo, qual seu nome e de onde você vem? Bom, o meu problema já começa aí. Nasci em São Borja/RS, terra dos presidentes (óhh ¬¬) e fronteira com a Argentina (cidade vizinha é Santo Tomé, hoje acho que nem vale mais a pena atravessar a ponte internacional para comprar mantimentos alimentares por lá, mas muita gente ainda vai pra perder dinheiro no cassino e fazer festa por lá. Minha mãe dizia que antes dessa tal ponte existir, atravessava-se o rio com chalanas (barquinhos) ou balsas.) Mas, com 16 anos eu fui morar em Santarém/Pará. (próxima pergunta que sempre fazem: mas, o que foram fazer lá em Santarém?) automático respondo: meu pai não é militar. Ele  foi pra trabalhar. Vendíamos pão, sonhos, cucas, salgados que minha mãe fazia em casa. Assim, pude estudar e terminar o terceiro ano do ensino médio numa escola católica e caótica, mas interessante. Era tipo aquela escola do clip famoso do Pink Floyd. Enfim... hoje em dia meus pais não fazem mais isso. Meu irmão (que já morava lá) levou meu pai pra trabalhar com ele e cuidar de um sítio, pequeno, no interior de Santarém. Meu pai é pastor de ovelhas, e sinto orgulho de dizer isso...
Uma ovelha...
Turma terceiro ano- Colégio Dom Amando (Santarém)

Depois de Santarém, resolvi estudar teologia. Mais uma pergunta pertinente: Porque Teologia? Alguns nem sabem o que é. Uma dica: Não vou ser freira. Não sei o que Deus quer de mim, e onde ele me quer. Talvez me torne pastora, um dia, de alguma comunidade. Talvez eu dê aulas. Talvez eu estude Designer, fotografia, arquitetura, publicidade...ou fique na casa de meus pais. Vai saber?! Mas, o por que? Bom, Deus sabe e eu não sei explicar. Sério! E isso me da uma segurança inexplicável! Não tenho casa fixa agora mas estive pensando durante esses dias em que estou ajudando minha irmã a organizar a mudança e a casa dela que, um dos meus sonhos é poder um dia ter  A minha casa. [ rústica, como sempre sonhei. E o Isaque que vai desenhar pra mim.]
Por enquanto, minha casa é onde estou, onde está meu coração. É o teto que me abriga por alguns dias, por algum tempo como esta sendo agora no tempo de estudo de teologia... é onde Deus quer que eu esteja. E ainda que haja tanta dificuldade (porque nada é um mar de rosas para sempre) há coisas inexplicáveis, como amizades e pessoas que aparecem para ajudar a suportar muitas coisas, ou que te oferecem alternativas para isso. Nessa loucura que é, tenho tanta saudade de estar com minha família, de ter aquela comida pronta na hora do almoço, as vezes um colo... a saída é aquietar o coração nas Palavras de confiança de um Deus vivo e misericordioso, erguer o rosto, enxugar as lágrimas e seguir. Tenho já esse desapego não tão desapegado, mas vivo bem, longe e distante da barra da saia da mamãe. As vezes me assusto, e falo comigo mesma: Tô crescendo....
Quando adolescente eu queria ser hippie pra viajar por aí. Hoje descobri que posso viajar, cantar e tocar violão, tomar banho, ter uma Kombi (*.*), não usar drogas e falar das coisas boas de Deus. Veja, que coisa maravilhosa! As coisas mudam, os sonhos são revistos. É tão bom ver coisas novas, a gente vai aprendendo, vai compartilhando, conhecendo e se adaptando às múltiplas diferenças. tive dificuldade com meu sotaque gauchesco tchê!, quando cheguei em Santarém, também tive dificuldade pra comer Tacacá, cupuaçu, mugunzá (entre outros), mas eu gostava de peixe, farinha, arroz, doce de castanha... Aprendi a não reclamar das coisas ruins mas conviver com elas (e não só em relação as comidas), e ver o lado bom, aonde quer que eu esteja  e em cada situação que se apresente.

Sempre distante, sempre na estrada, sempre confiante nos propósitos de Deus. É o que eu peço...

Um sítio, uma família querida, sombra e água fresca...


Depois de três coroas e Novo Hamburgo eu fui para Butiá, mais precisamente rumo à Ludovica. Um sítio, uma família querida, muita sombra e água fresca. O que mais eu queria? Não faltava nada! Foram dois dias de reconciliação, perdão e amizade sincera. Participo de um grupo de discipulado com o P. Sérgio Shaefer e alguns amigos de Faculdade. Amigos, irmãos. Ele é missionário da igreja evangélica luterana, que no auge dos seus 65 anos foi obrigado teoricamente a se aposentar. Sérgio Shaefer se aposentar? Conta outra! A energia e a vontade de edificar vidas para o reino de Deus é surreendente. Um cara que mudou o rumo de muita coisa na minha vida, um pai que eu sonhava e precisava em um período longo em terras distantes. Assim, vejo o quanto Deus foi e é generoso comigo...

Pessoal do Discipulado e a Família Shaefer

Fui lá pras bandas daquele pago (gíria gaúcha), uma emoção jamais explicável por alguém. Saímos de Porto Alegre, com alguns estress por atrasos e esperas num calor terrível, num lugar estranho. Ao entardecer tivemos o privilegio de ajudar no culto daquela comunidade de Butiá estabelecida a pouco tempo naquele lugar, com a graça de Deus sob o pastorado missionário do pastor local e sua esposa. Vejo os detalhes pequenininhos da grandeza da obra de Deus através de pessoas abençoadas como eles e tantos outros empenhados em sua obra. Sérgio disse uma vez que para a obra verdadeira e missionária de Deus, são uns poucos e loucos que topam entrar nessa.

Tocamos no culto e pegamos o rumo do Sítio dos Shaefer’s. É bom ter com quem conversar sobre coisas da vida e ter um momento de paz, já dizia Renato Russo... e não é que é mesmo? Não há coisa melhor do que andar a cavalo, tomar banho de rio, sentir aquele vento fresquinho bater no rosto, olhar para o horizonte longínquo, beber leite fresquinho, pão feito em casa com chimia de pera e também mel... Dar boas risadas, chorar também. Ter momento com aqueles que te fortalecem não tem preço. A noite de segunda feira sob um céu estrelado que dava gosto de ver, tive o privilégio de receber o envio desses amigos/irmãos para a viagem de intercambio, sabendo que nem oceanos, nem falta de internet fará com que nos afastemos nesta distancia louca de 1 ano.


Me despedi de Butiá e fui rumo a São Leopoldo. O que me esperava era: malas a serem feitas, algumas caixas a serem fechadas e claro, mais despedidas. Isso foi rápido. Alguns poucos dias, algumas poucas risadas e choros, despedi dos companheiros mais chegados de caminhada. Rumo a São Borja agora. Claro, com a rotineira corrida para jantar e pegar o ônibus. Lá me esperavam alguns familiares e minha irmã, com sua família. Fiquei lá, alguns dias e logo, comecei mais uma etapa de viagens, agora com minha irmã assumo o papel de babá e tia de duas crianças fofas que eu amo: meus sobrinhos. Esta parte eu gosto de dizer que: agradeço a minha irmã porque através dela tenho oportunidade de conhecer muitos lugares. E São Borja foi passagem rápida.

Nasci lá, me criei lá, mas fui embora de lá. Não digo que não gosto de estar lá, mas não tenho mais nexo com aquela cidade. Tudo mudou, tudo passou. Voltar e ver que não conheço ninguém as vezes é constrangedor, afinal, nasci lá. Me sinto até mais velha vendo as criancinhas da minha época de ensino médio com namorados ou na “balada”. Não tenho tantos amigos, mas um amor eterno que apesar das dificuldades e problemas continua firme: a igreja onde me batizei, me confirmei e vivi bons tempos de adolescência. Foi lá, que a sementinha brotou pela teologia e continua ainda pequena, mas crescendo.
Fomos para Porto União/SC. Minha irmã morava lá, porque seu marido trabalhava lá. Arrumamos a mudança, encaixotamos coisas e o caminhão da mudança levou tudo rumo ao Rio de Janeiro. E por isso eu digo e repito: obrigada maninha por proporcionar conhecer muitos lugares...
Roberta e Érica

E assim eu vou vivendo, vou caminhando e viajando.. Sempre na estrada, sempre distante.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

férias....?

Férias: Não ter que acordar cedo,  não ter o tédio da monotonia rondando seus ouvidos, não ter planos, não ter horários, nem trabalhos da faculdade que tiram sua vida social, nem compromissos e reuniões cansativas,apenas se vive de verdade...Mesmo não conseguindo fazer o nada que planejo, gosto das férias.
Esta, em especial, tem sido um tanto cheia de imprevistos.
Com a loucura da história do intercambio para Alemanha, minha vida tem sido uma loucura. Ao mesmo tempo que tenho férias e faço coisas sem a responsabilidade normal que tenho durante o ano, tudo está uma correria! Se isso é possível, eu não sei. Mas, tá sendo assim:
...afinal, é bem isso mesmo.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Simples assim...




"De repente, o inesperado...
Sai da tua terra... da tua parentela...
Lugares desconhecidos, mistérios...
Só a certeza de caminhar
sem saber pra onde, nem como...
Só uma certeza: com quem se vai!
É assim...
Quando a gente menos espera, o chamado.
E a vontade dEle clareia... é manhã...
O choro durou a noite toda.
Certeza, só da incerteza do caminho
mas da companhia certa
E isso faz toda a diferença."

...contigo Deus! 


domingo, 11 de dezembro de 2011

E viu Deus que era bom...



Cortando um pouco a sequencia do que tenho postado até agora... Mas hoje eu estava no Jardim Botânico em Curitiba/Paraná e registrei esse quero-quero quietinho em um dos cantinhos deste imenso jardim...
Apreciando um pouco a paisagem, e parando para observar os detalhes...


"E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom." 


Gênesis 1:20-21.

Se uma boa amizade você tem...


Em Três Coroas, passei 2 dias e parti para minha segunda parada que foi em Novo Hamburgo. Como fui parar lá? E Porque lá? É breve, mas importante.
Bom, meu irmão adotado no período de estudo de Teologia na Escola Superior de Teologia (EST) foi fazer estágio numa comunidade chamada Primavera, em NH. Entre muitas conversas ele me convenceu a  fazer algumas visitas e frequentar o grupo de jovens de lá, mal poderia eu imaginar o quanto isso foi importante. Conheci então, o Pastor da comunidade e sua família, e logo a juventude e alguns membros! Foi quase um amor a primeira vista...
Mas enfim... neste dia, em especial, que fui me despedir, tinha um culto de louvor. Cheguei num sábado de tarde, num calor de 35 graus e um sol forte pra caramba. Desci perto do "triangulo" e me fui de apé até a comunidade Primavera. Entre subidas e descidas, cheguei ao destino.


                                JEP - Novo Hamburgo ( Primavera)

O Culto começou as 8 da noite e foi tão bom! Rever algumas pessoas, conversar com outras e muitas me dando força para a aventura de ir para Alemanha no ano que vem. A gente não tem intimidade (como o pessoal querido de Três Coroas) mas é bom estar na presença daquelas pessoas. O momento em que estive lá, foi apenas uma noite, mas valeu muito a pena. O culto foi organizado pela juventude da comunidade. ( e o pessoal tá de parabéns).O tema do culto era sobre: Sois sal do mundo [ ou alguma coisa parecida] e, convenhamos meus amigos, o tema tinha tudo haver com o que eu precisava para o momento e para impulsionar ao intercambio. 
As vezes a gente minimiza os sentimentos e a visão de mundo que temos. Respeito quem acha radicalmente que a sua cidade natal lá no interiorzinho é o centro do mundo, mesmo sendo tão pequeninha, mas tenho que dizer que eu critico isso as vezes. 
O que eu digo é sobre a oportunidade de olharmos para além do horizonte. Não digo isso como alguém experiente no assunto, mas penso que o mundo tem muito mais a nos oferecer do que nos podemos imaginar. Depois que a gente supera algumas etapas como: sair da casa dos pais (da barra da saia da mamãe), morar longe deles (talvez km e km de distancia e aprender a lidar com a saudade), aprender a fazer comida ( saber que não tem o prato prontinho e quentinho com a sua comida preferida em cima da mesa e ter que as vezes chegar ao ponto de ler as instruções de como fazer para poder comer), aprender a economizar e não sair gastando loucamente [porque agora quem paga as contas é vocÊ] a gente vai "amaciando o couro" (como diz um ditado gauchesco na região onde nasci) e as coisas vão se tornando maiores do que um dia poderíamos imaginar, a gente vai crescendo e aprendendo, as vezes errando mas sempre aprendendo e valorizando aquilo que sempre tínhamos e as vezes era tão monótono, tão normal que não nos dávamos conta. 

Enquanto muitos pensam que eu estou indo em um intercambio para fazer turismo, eu estou tão empenhada ralando pra aprender a entender a língua alemã e pensando nas matérias que vou ter que estudar durante, exatamente 1 ano. Mesmo sendo mais por uma necessidade urgentíssima, e preocupante, porque não sei (e admito sim) falar fluentemente o alemão e meu inglês tá bem enferrujado de tempos. Mas Deus me deu essa oportunidade, então eu creio que ele capacita, ou da formas de capacitação para essa nova etapa.... E eu encaro isso como um chamado. Alguns vão achar tão estranho eu falar em "chamado" para um período de estudo na Alemanha, mas meu amigos, o que eu sinto sobre essa oportunidade, não tem explicação.

No outro dia, almocei com os amigos em uma casa de membros desta comunidade. Churrasco, conversas, saladas e risadas! Muito bom! Coisas que as vezes não damos tanta importância porque temos “todos os domingos” ou “todos os dias” um almoço em família e entre amigos. Para mim, aquilo foi raridade. 
Conclusão: Novo Hamburgo, cidade de boas amizades.

A tarde, após o almoço, partimos para esperar uma carona em Porto Alegre/RS para Butiá/RS. Um pouco mais para o interior, na verdade.

Esperamos entre o tempo perdido e o necessário, mas estávamos lá.

Próximo postagem: Butiá/RS e o Grupo de Discipulado...
(:

sábado, 10 de dezembro de 2011

1,2,3 ... já!



Revi algumas coisas [inclusive a outra tentativa de blog] e me ponho a disposição para registrar algumas coisas durante essa nova fase da minha vida!
E fazem alguns dias que eu soube que eu vou para Alemanha em 2012. O nome da cidade é Neuendettelsau, no sul do país. Provavelmente ainda terão muitas outras postagens sobre esse lugar...mas ta ai a tentativa! (:
Entre lápis, papéis, croquis e borrachas, vou tentando registrar momentos, ideias, fotografias, alegrias e choros nesse espaço.. Aqui se encontra um pouco de mim, por mim mesma! ^^'
Mas deixa de lero lero, lá vai:


No começo dessa história de intercambio e depois de receber a confirmação que eu iria mesmo, eu mantive a postura, mas por dentro uma imensa felicidade que me deixava toda desajeitada! Entre choro, medo e alegria: despedidas!
E a jornada começa por Três Coroas - RS, na casa de grandes amigos, com uma galera alegre da qual tal alegria também me contagiou. Não tinha lugar melhor para começar este tur de despedida e viagens, se não, por lá! 


                                         JELCA - Três Coroas


' Terra boa que a todos irmana... Diz o hino oficial da cidade. E não é que é mesmo! Até duvidei no inicio, mas a coisa foi ficando séria e sabe que não me vejo mais sem aquele lugar na minha história! E Deus vai colocando pessoas, mostrando espaço, fazendo acontecer. E só por Ele, mesmo! A cidade verde, bunitinha e ajeitadinha, que [importante saber] não se deve ter referencia pela rodoviária, é um baita lugar! E não pelo Centro Budista mas sim pelas pessoas queridas, gente educada, quase que um 'lugarsinho no meio do nada, com sabor de chocolate e cheiro de terra molhada...'. Um dos lugares mais belos e bem estruturados do Vale do Paranhana, como ouvi dizer por aí. Forma bem especial, ali está a minha segunda família. As pessoas que me "adotaram" nessa distancia que estou em período de estudo da minha família que mora em Santarém/Pará.  Sentirei saudades das boas risadas, da pizza, dos estudos e conversas com essa gente amada! ...e 1 ano, vai que vai rápido! ;)


Mais informações sobre o local:http://www.trescoroas.rs.cnm.org.br/portal1/municipio/ponto_turistico.asp?iIdMun=100143428

No próximo post: Novo Hamburgo/RS
Té la! :D